Nesta carta não vou tratar-te pela alcunha que te atribuí,pois,para mim,já não és totalmente secreto.
Esta carta podia ser dirigida a outra pessoa como uma que conhecesse à anos,mas o teu nome surgiu-me na mente ao tentar escrevê-la. Confio em ti. Confio em ti desde o início e não entendo essa sensação de sentir que posso contar-te qualquer coisa,sentir que vais ouvir-me com atenção e que vais aceitar-me na mesma.
Não tenho propriamente 60 anos para ter um histórico imenso de aventuras perigosas e apaixonantes,mas mesmo com a idade que tenho sinto que já vivi muita coisa e tenho uma vontade enorme de confidenciar-te tudo o que guardo dentro de mim só que,ás vezes,o medo é maior do que essa vontade que trago comigo.
Tenho coisas das quais não me orgulho,tenho momentos aborrecidos,momentos excitantes e segredos que ninguém sabe acerca de mim,nem ex-namorados,nem amigos próximos. Medo de não ser compreendida.
Gosto de falar do meu passado até aquele que me magoou ou que ainda me fere um pedacinho.
Quero mostrar-te quem sou,para além do que é visível.
Como costumo dizer,em inglês, I'm a Mess,Literally.
Espero ter-te na minha vida até ser idosa,seja de que maneira for,porque eu gosto muito de ti.
um beijo com muita ternura, da eva